Sobre a Associação de Mulheres de Ponte Nova

A Associação de Mulheres de Ponte Nova se compõe de 300 mulheres pertencentes às comunidades mais vulneráveis do bairro de Ponte Nova, com sua sede social em Bafatá (Guiné-Bissau).

A maioria dessas mulheres é da etnia Soninquê, com idade compreendida entre 20 e 60 anos. As principais atividades da Associação estão vinculadas ao tingimento de tecidos e sua comercialização.

Cultura soninquê

Através da compra dos produtos se contribui à divulgação, promoção e preservação de uma das culturas tradicionais africanas mais enraizadas na África Ocidental, sobretudo nas comunidades Soninquês. Através dessa prática tradicional se assegura a transmissão e a continuidade de conhecimentos culturais às novas gerações.

As mulheres Soninquês são tintureiras de tecidos por excelência e esta atividade faz parte da cultura intrínseca dos Soninquês, etnia que subsistiu em diferentes momentos históricos, durante os impérios egípcios, Songhai e do Mali, especialmente em áreas geográficas hoje correspondentes a Nigéria, Togo, Benin, Burkina Faso, Mali, Guiné, Senegal, Gâmbia e Guiné-Bissau.

Desde crianças, essas mulheres começam a aprender todos os passos do tingimento e comercialização, fazendo parte dos rituais de iniciação sob o aspecto cultural.

Produto social

Através da compra dos tecidos e produtos diversificados se contribui para um incremento de ingressos econômicos das mulheres da Associação de Ponte Nova, aumentando sua autonomia econômica e participação no apoio à família, à saúde e à educação das crianças.

Esse incremento de recursos das mulheres também contribui à igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, destacando o direito à propriedade e a participação e o empoderamento das mulheres de Guiné-Bissau, sobretudo para mudar a percepção sobre as mulheres, passando de uma imagem de donas de casa com função procriadora para uma imagem de mulheres empreendedoras, o que facilitaria sua participação e influência na tomada de decisões no lar, na comunidade e na região.

Finalmente, o projeto visa contribuir para a coesão social em torno de atividades culturais e produtivas, o que se tornará uma referência para a ação e participação a nível nacional.

RSC – Responsabilidade Social Corporativa

Oferecemos através da compra de nossos tecidos e produtos a contribuição ativa e voluntária para o melhoramento social, econômico e ambiental das empresas, com o objetivo de melhorar sua situação competitiva, valorativa e seu valor agregado.

Depoimentos

Djacumba Tumcara

Presidente de Comité de Gestão

“Enquanto mulher e mãe que sou, sintome bastante satis- feita com o projecto de Relança este projecto. Só quem nunca emigrou é que não sabe com o que deparamos no país de acolhimento. Muitas vezes passamos por situações complicadas de várias ordens, onde somos muito vulneráveis e sujeitas a vários tipos de violências, abusos e exploração. Com a construção desse centro já não vamos precisar de deslocar para deixarmos as nossas familias. De uma meneira geral, este projecto está a contribuir significativamente no relançamento, promoção e valorização da cultura tradicional de tin- tura de panos, e consequentemente, levará os valores culturais do país para o mundo fora.”

Fanta Só, Vice

Presidente da AMPN

“Em primeiro lugar, quero agradecer a DIVUTEC e UNIMOS pelo bom trabalho que estão a desenvolver na região de Bafatá, concretamente em Ponte Nova. Só para quem nao sábe o que era a situação das mulheres que praticam atividades de tinturas de panos aqui em Ponte Nova. Para praticarmos esta atividade eramos obrigada migrar temporariamente para países de sub-região onde deixavamos os nossos maridos e filhos em busca aparentemente de melhores condições de trabalho que na verdade não era, porque durante o período que permaneciamos ali, passavamos dificuldades de várias ordens. Mas, com a construção deste centro não vamos precisar mais deslocar para outra zona, porque estão criadas condições necessárias para o exercício das nossas actividades aqui em ponte nova.”

Umo Balde

Presidente da AMPN

“Considero de salutar as realizações feitas pela DIVUTEC em vários domínios na região de Bafatá, entre as quais a pro- moção de segurança alimen- tar, protecção de crianças,luta contra pobreza através de microcrédito, o desenvolvimento do sector pe- cuário familiar, a valorização dos produtos agrícolas locais, entre outros. Mas, em todas essas intervenções, apeteço-me destacar o projecto de Relança- mento da Cultura Tradicional de tintura de panos em Bafatá. Esse projecto veio diminuir o fenómino mígratorio das mulheres tintureiras, em parte motivada pela falta de infra-estrutura e de acesso a matéria prima para a prática desta actividade, o que obriga as tintureiras deslocarem para os países visinhos caso de Senegal Gambia etc.. Além de mais, para mim, este projecto vem impulssionar o potencial económico das mulheres, reforçando sobretudo a coesão da AMPN, dotando-a de competências técnicas e insti- tucionais através de capacitação dos seus membros e realização de infraestrutura de produção de panos tinturados. Aproveito aqui agradecer a DIVUTEC na qualidade de promotora desta acção, em parceria com UNIMOS, com apoio fianceiro da União Europeia e de Palênciade Espanha.“

<
>

Por que escolher-nos

Panos marca Tingidos da Associação de Mulheres de Nova Ponte oferece design têxtil único e artesanal, são obras de arte e não há idêntico a outro pano, são peças únicas.

É têxteis em estilo étnico que também suporta Divulgação, Promoção e Preservação de UMA das Maïs culturas africanas enraizadas na Tradicionais África Ocidental, os soninquês.

Oferecer valor social e Responsabilidade Social Empresarial (RSE) para nossos clientes.

Tintura História Panhos

 

Bairro Ponte Nova, na cidade de Bafatá é o lugar histórico na prática tradicional de tingimento de tecidos na Guiné-Bissau.

1943-1990

Esta tradição começou em 1943 e teve o seu declínio em 1990, devido à ruptura do mercado interno da matéria-prima.

1970-1986

Entre 1970-1986, o distrito de Ponte Nova foi, sem dúvida, o maior centro de artesanato de tecidos de corante na sub-região. Traders de países vizinhos veio a adquirir grandes quantidades para abastecer os seus mercados.

2015

Actualmente, a actividade de tecido corante é a principal fonte de famílias de renda Soninkés, especialmente as mulheres, porque é uma parte intrínseca da cultura e à iniciação e mulheres.

Uso de cookies

Este site usa seus próprios “cookies” de terceiros para lhe oferecer uma melhor experiência e serviço. Ao navegar ou usar nossos serviços, você aceita o uso de “cookies”. No entanto, você pode alterar as configurações de “cookies” a qualquer momento.

Aceitar